Casal é preso transportando macacos-prego na Castello Branco

Casal é preso transportando macacos-prego na Castello Branco

legenda: Infrações ambientais chegaram a mais de R$ 80 mil em multas

Fonte da Foto: Polícia Rodoviária

Policiais militares do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) prenderam em flagrante na noite de terça-feira (6), um casal transportando ilegalmente cinco espécimes de macaco-prego, ocorrência registrada no quilômetro 208 + 300 metros da Rodovia Castello Branco, em Itatinga (SP).

A equipe do TOR estava em fiscalização pela praça de pedágio quando os policiais observaram que a condutora de um veículo com placas da cidade de São Paulo, manobrou de forma a ir para outra cabine de pagamento de tarifa ao notar a presença da viatura.

Diante disso, os policiais resolveram abordar o veículo constatando que em seu interior havia um casal, identificado como M.M.A., de 34 anos (condutora), tendo ao lado no banco de passageiro D.B.A., de 35 anos, além de uma criança de 2 anos no banco traseiro.

Ao serem indagados sobre a viagem que estavam fazendo, ambos demonstraram certo nervosismo em suas respostas, sendo que os policiais acharam estranho que o percurso feito entre São Paulo e Londrina (PR), num curto espaço de tempo (menos 24 horas), seria cansativo para uma viagem de passeio.

Tal situação levou a equipe do TOR a fazer uma vistoria minuciosa no veículo, sendo localizados embaixo dos bancos dianteiros cinco primatas conhecidos como “macacos prego”, animais ameaçados de extinção na natureza. Os macacos estavam sendo transportados em meio a papéis, restos de alimento, ferramenta (martelo) e uma embalagem de lubrificante para motores.

Foi dada voz de prisão ao casal por infração aos artigos 29 (Transportar espécimes da fauna nativa sem autorização) e 32 (praticar maus tratos em espécimes da fauna nativa) da Lei 9605/98 (Lei dos crimes ambientais).

A ocorrência foi encaminhada ao plantão de Polícia Civil de Botucatu, onde foi elaborado um Termo Circunstanciado (TC) por se tratarem de crimes abrangidos pela Lei nº 9099/95, onde a pena máxima de um crime não excede a 02 anos de prisão, e o autor, concordando em comparecer a um Juizado Especial Criminal, poderá cumprir penas alternativas diferentes das penas privativas de liberdade (prisão).

Após a lavratura do TC, a Equipe do TOR encaminhou os macacos prego apreendidos ao CEMPAS (Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres) da Faculdade de Medicina Veterinária da UNESP de Botucatu, onde ficaram sob cuidados para posteriormente serem devolvidos ao habitat natural.

A Polícia Ambiental foi acionada para a elaboração de Autos de Infrações ambientais que totalizaram R$ 82.000,00 pelas infrações referentes ao transporte e introdução dos espécimes da fauna silvestre nativa sem autorização, além das infrações referentes aos maus tratos sofridos pelos animais durante o transporte.

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