A arte de J. Grassi no Empórium Café

A arte de J. Grassi no Empórium Café

legenda: Artista plástico avareense José Eduardo Grassi

Fonte da Foto: facebook Oficial do Artista

Vale a pena conferir a exposição do artista plástico avareense J. Grassi, 39 anos, no Empórium Café (Rua Rio Grande do Sul, 1274). Modéstia em pessoa, José Eduardo Grassi, desponta na atualidade como promissora revelação na safra de nossos novos artistas plásticos.

Sua trajetória na arte começou instintivamente na infância, quando aprendeu o ofício de pintor de paredes com o avô Genésio dos Santos. “Era criança e na escola francamente detestava educação artística e nem ligava para desenhar”, confessa.

O interesse pelas artes plásticas foi despertado na adolescência, quando recebeu as primeiras aulas na Casa de Artes e Artesanato. “Quem me deu as noções elementares de desenho foi Tegani. Ele me ensinou a técnica de divisão de tela e aí comecei a pintar”, conta demonstrando respeito ao colega artista.

Expôs pela primeira vez na vitrine da Biblioteca Municipal, mas considera como sua mostra inaugural a feita no Emporium Café em 2003. Aliás, no mesmo lugar J. Grassi voltou a expor no ano passado. “Comparo arte a um estado de espírito. Quando pinto exteriorizo o que penso, o que sinto”, explica.

Ainda hoje o artista concilia as atividades de pintor de paredes com as de produtor de obras inclinadas para o expressionismo. “Tenho traços dramáticos e formalmente comunico sentimentos nas cores que uso”, diz, embora revele ser fã dos pintores holandeses Vincent van Gogh e Piet Mondrian.                                                                                                                                                                                     Grato, J. Grassi não esquece de duas saudosas personalidades que valorizaram o seu talento: o empresário Benedito D’Agostini e Cornelius Souza. Agradece também o constante incentivo dos amigos Joaquim Fonseca e Hilda Arrivabene, os quais o ajudaram a expor em São Paulo, no Shopping Villa-Lobos e na Livraria Cultura, na Avenida Paulista.

Seu sonho é dar aulas em escola pública. “É um ideal, sei que hoje ser professor é complicado, mas crianças e jovens precisam ser envolvidos pela arte”, destaca.

Premiado como representante de Avaré nos anos de 2002 e 2004 no Mapa Cultural Paulista, J. Grassi lamenta o desprestígio da categoria. “Falta incentivo aos artistas neste país. Sobrevivemos por insistência. O que mais queremos é o reconhecimento, mas ele demora”, observa com leve sorriso e olhar de reservada melancolia.

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