Sindicato denuncia condições insalubres no Aterro de Resíduos Sólidos

Sindicato denuncia condições insalubres no Aterro de Resíduos Sólidos

legenda: Funcionários correm riscos diários vivendo em meio a animais peçonhentos

Fonte da Foto: Sindicato Servidores

A partir dos próximos dias, o Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região impetrará mais uma ação contra a Prefeitura local. Desta vez, o processo será referente às condições insalubres de trabalho dadas às pessoas que atuam no departamento conhecido como Depósito de Resíduos Sólidos. O espaço, que funciona regularmente, não possui banheiros e nem fornecimento de água potável aos trabalhadores, além de não conter acomodações gerais para desenvolvimento dos serviços ali realizados.

O aterro recebe materiais resultantes de reformas domiciliares e outras matérias de várias cidades da região e deveria, em tese, reciclar essas matérias para recuperação de estradas de terra e outras áreas. Ele foi possibilitado, em gestões anteriores, por doação, feita pelo Governo do Estado, de uma máquina trituradora de materiais. Logo após sua implantação, o Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região solicitou, por várias vezes, a regularização do ambiente de trabalho oferecido aos servidores. “É inacreditável que uma obra, de pequena monta e que poderia ser realizada rapidamente, sem maiores custos para a Municipalidade, se arrasta de gestão para gestão. Os materiais para os sanitários, assim como a caixa d’água, estão semi-abandonados no aterro, aguardando a boa vontade de nossos gestores para serem implantados”, destacou, durante visita ao local, o sindicalista Leonardo do Espírito Santo.

“Corremos riscos constantemente, pois somos obrigados a fazer nossas necessidades no mato e a área, devido ao acúmulo de materiais, está infestada de cascavéis e jararacas, animais que caçam pequenos roedores que vivem entre os escombros”, destacou um dos trabalhadores do aterro que preferiu não se identificar. A ideia, desde o primeiro momento, é implantar banheiro e estrutura para recebimento de água potável, bem como acomodações para desenvolvimento de suas atividades e proteção de intempéries.

O sindicato, diante das negativas anteriores, solicitou laudo técnico das condições de ambientes de trabalho (LTCAT). Segundo informações extra-oficiais, o documento existe, mas a Secretaria de Meio Ambiente de Avaré se nega a fornecê-lo à entidade de classe.  “Se existe essa negativa, pode ser que também exista algum problema impossibilitando o trabalho naquele espaço. É inadmissível um local, em que as pessoas ficam mais de 08 horas, sem água potável, sem sanitários e sem a devida proteção contra o tempo”, lembrou Leonardo. A entidade entrará com ação pedindo que os documentos sejam fornecidos; em um segundo passo, dependendo da manifestação da Justiça, poderá ser pedida a suspensão temporária dos trabalhos até que a situação seja devidamente regularizada. A ação será impetrada nas próximas horas. 

Assessoria do Sindicato

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