Biógrafo de Djanira rebate crítica de colunista da Veja

Biógrafo de Djanira rebate crítica de colunista da Veja

legenda: Gesiel Júnior repudia artigo publicado pela revista e sai em defesa da artista avareense

Fonte da Foto: Internet

Célebre pintora avareense e ativista política, Djanira Motta e Silva foi alvo de duras críticas proferidas pelo jornalista Marcelo Marthe em artigo publicado na última edição da revista Veja, que circulou na sexta-feira (01). Intitulado "Raízes sem força", o texto discorre sobre a mostra “Djanira: A memória de seu povo”, mostra que está em cartaz no Masp, em virtude de uma programação de cunho feminista organizada pelo museu. Em sua concepção, Djanira – que floresceu na década de 40 - não protagonizou o Modernismo brasileiro, permanecendo assim, relegada “a um posto intermediário na arte moderna do país”.

Ainda segundo Marcelo, há determinado anacronismo na escolha das exposições, visto que Djanira teve seu apogeu cerca de duas décadas antes da consolidação e notoriedade do movimento feminista.

“A operação de resgate incorre, ainda, na tentação capciosa de fazer crer que eventuais qualidades humanas de um artista lhe confeririam automaticamente um selo de excelência. Infelizmente, a realidade é mais complicada do que esforços hagiográficos sugerem. Muita arte boa foi feita por gente ruim — pense no assassino Caravaggio ou no sexista Picasso. E o contrário também ocorre: muita arte ruim foi feita por gente que supostamente encarnou ou explorou temáticas nobres. É o caso de Djanira”, ressalta.”

Ao mencionar as motivações de luta da pintora, bem como suas raízes históricas, Marcelo ainda salienta que a vida sofrida a perseguição pelo engajamento político não conseguem redimir o que é visível nas paredes. Classificado por ele como “folclorismo pueril da pintora, um dos piores cacoetes do modernismo brasileiro, seus traços não despertam nenhuma emoção particular”.

RESPOSTA À CRÍTICA – Em sinal de repúdio às questionáveis críticas de Marcelo Marthe, o historiador Gesiel Júnior – que também é biógrafo de Djanira – enviou uma nota à Veja, onde condenou com veemência o posicionamento da revista em relação à artista: “Quem certamente tem fraqueza nas próprias raízes é o articulista Marcelo Marthe, cuja visão obtusa o incapacita de enxergar a força cromática das telas da pintora Djanira. Portanto, ele não vê e não sabe reconhecer, devido à mediocridade de sua limitada ótica, o genuíno talento artístico da grande artista nacionalista nascida em Avaré. Pena que a Veja abra espaço para críticas infelizes e inconsequentes, as quais nada acrescem à já desprezada arte brasileira”, enfatiza.

Fonte: Jornal A Comarca

 

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